FESTEJO DE SANT’ANA 2016

Dias 25, 26 e dias 29,30 e 31 de julho de 2016

PROGRAMAÇÃO
Dia 25/07(segunda-feira):
 12:00h – Abertura com Salva de Caixa do Divino Espírito Santo
13:00h – Almoço
18:00h – Reza para o Divino Espírito Santo

Dia 26/07(terça-feira ):
06:00h – Salva de fogos
12:00h – Salva de fogos (obrigado interna)
19:00h – Ladainha para Nossa Senhora Sant’Ana
21:00h – Tambor de Mina para Nanã Boruqué

Dia 29/07 (sexta-feira) :
17:00h – Abertura da exposição Divinas Caixas (Projeto Jovens Caixeiras) e Feira de Artesanato da Rede de Terreiros da Região Metropolitana de São Luís “Um Passo nos Terreiros ”
18:00h – Caixeiras do Projeto Jovens Caixeiras
19:00h – Dj e Mc Preto Nando
20:00h – Dj e Mc Costelo
22:00h – Seresta

Dia 30/07(sábado) :
17:00h – Exposição Divinas Caixas (Projeto Jovens Caixeiras) e Feira de Artesanato da Rede de DSC00343

Terreiros da Região Metropolitana de São Luís “Um Passo nos Terreiros ”
19:00h:
-Cacuriá Libertos na Noite
-Cia. Batuk
-Dança Portuguesa Flor do Campo
-Cia. Baile de Caixa
– Cacuriá de Dona TetéDSC00177
-Boi de Ribamar (Sotaque de matraca)
-Boi da Floresta de Mestre Apolônio (Sotaque da Baixada)
-Boi do Maracanã (Sotaque de Matraca)
-Boi de Mestre Leonardo (Sotaque de Zabumba)
-Boi da Maioba (Sotaque de Matraca)

 

 

 

 

 

Dia 31/07(domingo):
14:00h – Exposição Divinas Caixas (Projeto Jovens Caixeiras) e Feira de Artesanato da Rede de Terreiros da Região Metropolitana de São Luís “Um Passo nos Terreiros ”
DSC0059114:00h – Grupo de Colecionadores de Reggae do Vinil Star Root’s
18:00h – Caixeiras do Projeto Jovens Caixeiras
19:00h – Tambor de Crioula Maracrioula
20:00h – Banda Capital Root’s

End: Rua Califórnia, n.º17 – Pindai (estrada de Ribamar, depois do Rio São João, entrada do poste azul, casa em frente ao orelhão)

Venha e traga a sua Família!

Projeto “Jovens Caixeiras”

RESUMO DO PROJETO
O Projeto Jovens Caixeiras visa oportunizar o aprendizado acerca do rito e do universo musical da Festa do Divino Espírito Santo emcaixeiras São Luís do Maranhão, por meio do estudo dos ritmos e toques da Caixa do Divino, instrumento peculiar dessa tradição, e, por meio, do aprendizado na construção da mesma, com materiais reciclados, proporcionando, assim, o repasse dessa tradição, que é praticada, em sua maioria, por mulheres, chamadas de Caixeiras do Divino. O projeto consiste em oferecer oficinas de toque e confecção de Caixas do Divino Espírito Santo, para a comunidade em geral do Pindaí e adjacências, bem como, para os povos de Terreiros da região.

 

OBJETIVO
Geral: Realizar o repasse do conhecimento tradicional a cerca das Caixeiras do Divino no ritual da Festa do Divino Espírito Santo nas Religiões de Matriz Africana no Maranhão

Específicos:

·         Realizar oficina de toque, canto e danças das Caixeiras do Divino

·         Realizar oficina de confecção de Caixas do Divino Espírito Santo

JUSTIFICATIVA
A festa do Divino Espírito Santo é tradicional na cultura religiosa maranhense e inicia-se no primeiro domingo após a Pentecostes[1]. Praticada no catolicismo popular, onde a fé religiosa tem nos santos sua maior representatividade, o Divino Espírito Santo também é reverenciado nos terreiros de matriz africana e em casas, não constituídas como terreiros, mas casas de Festa do Divino. Tais casas, são chamadas de “palhoças” [2] e carregam a religiosidade afro.

Atualmente, existem cerca de 170 Festas do Divino Espírito Santo, sendo identificadas apenas em 25 municípios maranhenses, entre os quais, a Região da Grande São Luís. Tais festas acontecem durante o ano todo movimentando comunidades na sua realização. O rito da Festa do Divino Espírito Santo praticado na religiosidade de matriz africana, no Maranhão é comandado por mulheres, que são chamadas de “Caixeiras do Divino”, porque tocam as “Caixas do Divino”, instrumento percussivo, peculiar da Festa do Divino no Maranhão. Segundo a pesquisadora, Michol Carvalho, as Caixeiras do Divino, “em sua maioria, são compostas por senhoras de meia idade ou idosas. E, com a idade avançada é bastante dificultoso o desdobramento para participar dos festejos, já que a distância também torna-se um empecilho” [3].

Além da festa do Divino ainda existem nos rituais religiosos de matriz africana a “Salva de Caixa para o Divino Espírito Santo” também executada pelas caixeiras e que também se estendem no decorrer do ano. É por meio do toque, do canto e da dança que as caixeiras cumprem sua missão de louvar o Divino Espírito Santo, assumindo o importante papel de guardiã de Seu Saber, como uma espécie de “Sacerdotisa do Divino”.

Assim sendo, as caixeiras realizam aproximadamente 250 apresentações durante o ano. Atualmente existe um grupo muito pequeno de caixeiras. A pesquisadora Michol Carvalho afirma que “antes cada caixeira era acompanhada de uma menina, a ‘bandeirinha’, que dançava ao lado dela e ia aprendendo pouco a pouco a tocar a caixa, sendo depois a sua substituta. Hoje as ‘bandeirinhas’ escassearam, são poucas que querem carregar a bandeirinha” [4].

Desta forma podemos admitir que essa tradição, peculiar do Maranhão, corre o risco de perder-se, pois o número de caixeiras diminui a cada ano. Enquanto lutiê de instrumentos afros percussivos, enquanto “Caixeiro” e enquanto “Festeiro” desse rito tradicional dos povos de matriz africana venho realizando oficinas de confecção de caixas do divino e reconhecendo a necessidade da formação de mulheres nesse ritual

O projeto “Jovens Caixeiras” visa resgatar e manter essa tradição iniciando e desenvolvendo em mulheres jovens o conhecimento histórico e prático desta manifestação cultural. Pretendemos repassar a compreensão do rito e a prática, por meio da oralidade dessas caixeiras mestras (no rito do toque do Divino, a mestra é chamada de “Caixeira Régia”, pois rege o toque musical do ritual), que precisam repassar esta tradição para a futura geração. A idéia é transmitir as “Jovens Caixeiras” o conhecimento de como construir e tocar as Caixas do Divino, buscando assim preservar a identidade cultural do nosso povo.

[1] Atualmente o 50.º dia após a Páscoa é considerado pelos cristãos o dia de Pentecostes. Com essa festa comemora-se a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos.
[2] As palhoças, quartos, casas constitui o processo preliminar para a asentamento do terreiro, a Casa Grande. Alguns médiuns não chegam a constituir terreiros.
[3] Relato oral da pesquisadora Michoel Carvalho (1950-2012) em entrevista realizada em 23/09/2011.
[4] Relato oral da pesquisadora Michoel Carvalho (1950-2012) em entrevista realizada em 23/09/2011.
ETAPAS DE EXECUÇÃO
Metodologia:

O Projeto inicia-se com a abordagem teórica a respeito da história da Festa do Divino Espírito Santo e seu ritual; a tradição das Caixeiras do Divino e da utilização das caixas; Apresentação da localização das Festas na Ilha de São Luís e sua potencialidade nas comunidades e camadas sociais; outros movimentos culturais que utilizam a Caixa do Divino. Abordaremos ainda questões de ética e cidadania para a religiosidade de matriz africana, bem como as questões de gênero nesse ambiente, e introdução aos preceitos e fundamentos da mina no Maranhão.

O segundo momento do projeto será as oficinas práticas:

·         Oficina de Confecção de Caixas do Divino:

Nesta oficina será feito o reconhecimento dos materiais envolvidos na   confecção dos instrumentos, como: onde se consegue a matéria prima e como manuseá-la; como saber se o material está propício para a utilização; e outros detalhes que possibilitem aprofundamento acerca dos recursos necessários. A proposta desta oficina é confeccionar o instrumento a partir da reciclagem de materiais como galões de água mineral e latas. Por fim, a confecção das caixas e toda ornamentação (pintura da caixa).

 

·         Oficina de Caixeiras do Divino:

Nesta oficina abordaremos os diversos tipos de toque de caixa, sua musicalidade e entoar de versos e cantos, dentro do ritual da Festa do Divino Espírito Santo, abordaremos ainda a evolução do cortejo do Divino e de sua Festa, enfatizando os significados de cada rito, bem como, a dança das Caixeiras.

 

As oficinas acontecerão todas as terças, quintas e sábados, sendo 3 h/a por encontro, assim distribuídos:

·         Abordagem teórica: 15 h/a

·         Oficina de confecção: 25 h/a

·         Oficina de toque/canto: 25 h/a

 

O terceiro momento do projeto será composto por visitas as principais festas do Divino Santo em São Luís, como a Casa das Minas, Casa de Nagô, Casa de Fant Ashante e Terreiro de Iemanjá e ainda, visitas a Festas na zona rural da Cidade. Estamos denominando esta etapa de vivência que terá uma carga horária total de 60 h/a.

 

A finalização do Projeto será a realização da Feira de Instrumentos Afro Percussivos, onde faremos a exposição dos instrumentos construídos, uma Exposição fotográfica da execução do projeto, Exibição de vídeo sobre o projeto e participação das Jovens Caixeiras em festas na Região da Grande Ilha.

 

Estratégia da Ação:

01. Contato e contratação dos ministrantes das oficinas: caixeira e lutiê;

02. Preparação de material de divulgação para as inscrições do projeto: panfleto, spot para carro de som;

03. Divulgação das inscrições: visitas a terreiros da região, assessoria de comunicação para mídia espontânea e utilização das transmídia (rede sociais, site e blogs), divulgação em carro de som;

04. Realização das inscrições;

05. Aquisição de material para a realização das oficinas;

06. Realização das oficinas;

07. Locação de transporte para visita às festas;

08. Visitas à festas;

09. Confecção de material gráfico e de publicidade: construção da identidade visual, confecção de folder, banner, camisas, cartaz;

10. Aquisição de Câmera/filmadora para o registro fotográfico e audiovisual;

11. Registro fotográfico e audiovisual;

12. Impressão de fotografias para realização de exposição fotográfica;

13. Edição de imagens para realização de vídeo;

14. Montagem de tendas para a Feira;

15. Contratação de coquetel temático, “Sabor dos Terreiros”, para encerramento

16. Finalização do projeto: realização da exposição fotográfica, transmissão do vídeo, realização da Feira de Instrumentos Afro Percussivos, Participação das Caixeiras em Festas

17. Elaboração de Clliping eletrônico e impresso

18. Elaboração de relatório final e prestação de contas

 

Local: TEREIRO DE MINA NANÃ BOROQUE (Pindaí)

SEDE BLOCO AFRO NETOS DE NANÃ (Liberdade)

Contatos: (98)98767-7972 / 99972-1947

Imail: netodenana@gmail.com

Agêncialiberdade.wordpress.com

Blog: afronetosdenana.wordpress.com

Organização

ÁLVARO JOSÉ DOS SANTOS SOUZA

(Neto de Nanã)

Premio Produtores Negros 2014

brasil

FUNARTE

  

 

 

Espetáculo Teatral “Adetutu e a Dança dos Orixás

SINOPSE: O Espetáculo “Adetutu e a Dança dos Orixás” une dança e teatro para contar a história de uma sacerdotisa africana que arrancada de sua terra, a África, e a caminho da escravidão descobre que o mais importante não lhe foi arrancado: a memória viva de sua história, sua existência e seus ancestrais.
Na vivência do cativeiro a sacerdotisa dá continuidade ao Culto dos Orixás, fincando a pedra de fundamentos do culto religioso africano no Brasil. O enredo se passa no sonho da personagem, onde a história dos Deuses do culto africano é apresentada.
A dramaturgia do Espetáculo foi inspirado no Livro “Contos e Lendas Afro-brasileiros: A Criação do Mundo”, de Reginaldo Prandi.
CRIAÇÃO: O Espetáculo Teatral “Adetutu e a Dança dos Orixás” foi criado a partir de uma oficina de teatro realizado com dançarinos da Ala dos Orixás e músicos percussionistas do Bloco Afro Netos de Nanã. Com Direção Cênica e preparação de atores de Urias de Oliveira, que ministrou a oficina de teatro, o processo de criação contou ainda com o auxilio de Arthurzinho Gerdane, no tocante à dança dos orixás e Direção Geral de Neto de Nanã.

Publicação: Luis Paulo Sousa

“PROJETO TEM BATOM NO VINIL: FORMAÇÃO DE DJ PARA MULHERES”

O Projeto TEM BATOM NO VINIL consiste na formação de Dj para mulheres, preferencialmente moradoras do Bairro da Liberdade.

O projeto TEM BATOM NO VINIL trabalha a formação de dj’s para mulheres sem perder a perspectiva da identidade étnico-cultural da comunidade, mas sim, se utilizando dela. A proposta pedagógica é de resgate e valorização dessa identidade na cultura afro-descendente, fundindo com as mais variadas musicas, ampliando o conhecimento musical dos participantes e as possibilidades de experimentações sonoras e musicais.

O inicio das oficinas será no dia 4 de janeiro e o encerramento no dia 8 de março de 2012(Dia Internacional da Mulher), com apresentações em praça pública: Praça Mario Andreazza(Viva Liberdade); Praça Deodoro(Centro)  e Praça Nauro Machado(Praia Grande-Centro Histórico). O Lançamento Oficial será nos dias 16 e 17 de dezembro do corrente, na Praça Mario Andreazza(Viva Liberdade) e Espaço Cultural Odeon( Rua da Palma –Centro) respectivamente.

1     Justificativa

O ambiente dos dj’s em São Luis do Maranhão,, assim como, em praticamente todo o país,  é caracterizado pela presença quase que em sua totalidade masculina. Algumas mulheres tentam arriscar em apresentações especificas (festas e afins) pequenas participações, mas de forma muito tímida. O projeto TEM BATOM NO VINIL oferecera formação em discotecagem para mulheres.

O projeto iniciara  um novo horizonte para as  mulheres em um mercado cada vez mais crescente e de fonte inesgotável, a criatividade. Trabalhar a formação de dj’s mulheres além de ampliar as perspectivas para geração de renda dessas mulheres, resgata os valores de gênero incluindo a mulher em mais um fazer artístico-cultural.

Ofereceremos a oficina, preferencialmente, para as moradoras do bairro da Liberdade e adjacências que participam das ações da instituição, por conta da realidade das pessoas e principalmente das mulheres dessa região da cidade, em sua maioria, sem perspectivas de geração de renda.

Buscando a conscientização da importância da cultura afro-descendente para a Cidade de São Luis e o fomento da economia criativa, ofertaremos, ainda, as oficinas temáticas: “Identidade Étnico-Racial e Cultural” e “Empreendedorismo Cultural”.

3     Objetivos

Formar 25 Dj’s Mulheres.

  1. 3.    1 Objetivos Específicos
  • Realizar apresentações artísticas das Dj’s em 3 Praças públicas
  • Realizar apresentação artística das Dj’s em um Espaço Cultural privado
  • Iniciar um circuito de participações das Dj’s em festas.

4     Público Alvo

Direto: 25 Mulheres a partir dos 18 anos, preferencialmente moradoras do bairro da Liberdade, e/ou participantes de grupos e instituições culturais do características do Movimento Afro-descendente do Maranhão.

As inscrições podem ser realizadas na sede da instituição, Rua Gregório de Matos, 199 – Liberdade, ou pelo email: gremiolibertosnanoite@hotmail.com. Enviar dados Nome, endereço, idade, contatos e informar o motivo do interesse na oficina. Será realizado uma avaliação do conhecimento musical com as interessadas.

Publicação: Luis Paulo Sousa

O toque de minas dos Netos de Nanã

No terreiro de Umbanda Nanã Burukê é esposa de Oxalá, mito ligada à criação do mundo. No carnaval do Maranhão os Netos de Nanã é um bloco afro que agrega os moradores do maior quilombo urbano da América Latina, o bairro da Liberdade.  Foi o único bairro de São Luís do Maranhão a receber as visitas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da atual presidenta Dilma Rousseff.

Os Netos de Nanã desfilam no carnaval com 250 componentes. Todos moradores do bairro da Liberdade que antes migravam do seu local de origem para engrossar o cordão do Akomabu, primeiro bloco afro maranhense. No carnaval de São Luís uma dúzia de blocos referenda as raízes africanas do Maranhão, estado com segundo maior contingente de negros do país.

Orixás

O bloco faz parte do Grêmio Recreativo Cultural “Libertos na Noite”, uma ONG onde funciona desde o ano passado um Ponto de Cultura (DAGBÁ DIJÓ É MI), aprovado pelo Ministério da Cultura. Antes de receber o nome de batismo inspirado nos terreiro de minas do Maranhão o bloco se chamou as corcoretes, classificado como alternativo na folia da ilha. Com esse nome participou do carnaval de rua de São Luís entre 1999 e 2002, quando foi rebatizado e ganhou outro direcionamento além da festa de Momo.

Presidido pelo filho de santo Álvaro José, originário do Terreiro das Portas Verdes no bairro do Anil, o bloco este ano destila com o tema                “Nanã Burukê, A Matriarca dos Orixás”.

Com sede na rua Gregório de Matos, 199, na Liberdade, o bloco movimenta o bairro o ano inteiro.  Tem ligação direta com a casa de cultura de tradição africana – Casa de Mina Nanã Burukê, mas durante o restante do ano projetos de cidadania são oferecidos aos jovens e adultos do bairro de população descendente de quilombolas que migraram para a capital.

No ponto funciona um coral de percussão afro, uma escola de capoeira e também são oferecidas aulas de informática. Dois coletivos do Projovem com participação de adolescentes da Liberdade também funciona no local. Em três turnos, 180 jovens circulam diariamente pelo local.

“’Nosso foco é valorizar o que temos de bom na comunidade. Cansamos de ser destaque nas páginas policiais da mídia local”, explica Álvaro José.

Uma oficina de reciclagem de materiais tendo os orixás como inspiração resulta em alegorias para o carnaval. O carnavalesco Arturzinho Gerdane, talento do bairro descoberto pelos Netos de Nanã, assina o desenho de todas as fantasias. Este ano o bloco leva 12 orixás para o circuito de carnaval e passarela do samba. As estampas das fantasias em tom azul são desenhos de Arturzinho Gerdane. Mas o tom amarelo, em referência Oxum, senhora das águas doces e orixá que rege o ano de 2011, se destaca nas fantasias.

A faixa etária dos integrantes do bloco é ampla. Desde crianças a adultos sexagenários como Maria de Nambu, filha de santo do Terreiro Iemanjá, dirigido durante anos por Jorge Itacy, babalorixá exponencial na cultura afro no Maranhão já falecido.

Autor: Henrique Bóis

Tambor de Mina

Religião afro-brasileira trazida pelos descendentes negros de origem jeje e nagô. Semelhante ao Candomblé da Bahia, o culto acontece em casas conhecidas como terreiros, onde os iniciados cultuam, invocam e incorporam entidades espirituais durante os rituais. As mulheres compõem grande parte dos iniciados e usam roupas especiais na ocasião. São utilizados instrumentos como tambores, cabaças, triângulos e agogôs.

Entre as casas de culto religioso na cidade, a mais antiga é a Casa das Minas, fundada no século XIX. Comandada por mulheres, é uma casa de culto aos voduns (entidades do reino africano de Dahomé – atual Benin) e pertence ao vodum Zomadônu, da família real de Davice. Único terreno de mina-jeje de São Luís, é muito visitada durante a Festa do Divino. Além da Casa das Minas, a Casa de Nagô e Casa Fanti-Ashanti também merecem destaque.